Sustentabilidade

China proíbe importação de lixo plástico de outros países

FONTE: CONEXÃO PLANETA - Por: Suzana Camargo

A partir de janeiro de 2018, o maior consumidor global de lixo plástico vai parar de importar resíduos de outros países – mais exatamente, 7,3 milhões de toneladas por ano -, metade do que é produzido no planeta. Além do plástico, fazem parte do veto sobras de papel e têxteis.

Ao informar à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre sua decisão, o Ministério da Proteção Ambiental da China afirmou que “foram descobertas grandes quantidades de resíduos sujos ou até, perigosos misturados nos resíduos sólidos que poderiam ser utilizados como matérias-primas…. este material está poluindo o meio ambiente da China seriamente. Para proteger os interesses ambientais do país e a saúde das pessoas, ajustamos urgentemente a lista de resíduos sólidos importados e proibimos a importação de alguns”.

Na prática, o que estava acontecendo é que os “exportadores de lixo” enviavam resíduos sujos e misturados com material não passível de reciclagem.

Entre os países que mais enviavam lixo para a China estão Reino Unido, Japão e Estados Unidos. Na terra da Rainha, organizações ambientais já levantaram o sinal de alerta. Atualmente 2/3 dos resíduos recicláveis gerados pelos britânicos “desapareciam” rumo à China. Agora especialistas apontam que uma crise está em curso. O governo parece ter feito corpo-mole em tomar uma atitude antecipada para resolver o problema e os centros de reciclagem ingleses parecem não ter estrutura para absorver todo o lixo que era enviado para o outro lado do continente.

Desde 2012, companhias britânicas exportam mais de 2,7 milhões de toneladas de resíduos plásticos para a China e Singapura. Já o mercado americano envia, por ano, 1,4 milhão de toneladas de lixo plástico para a reciclagem chinesa. 

A nova medida imposta pela China faz parte de um esforço do governo em melhorar sua imagem perante o mundo. Atualmente, o tigre asiático tem uma reputação de ser um dos países mais poluidores do planeta. Vale lembrar que a China é o maior emissor global de dióxido de carbono (CO2) e a campeã em mortes relacionadas com a má qualidade do ar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para reverter este quadro alarmante, os chineses anunciaram um investimento de quase 30 bilhões de dólares em energias limpas e no combate à geração de lixo.

Agora é esperar para ver o que vai acontecer. A melhor solução, evidentemente, seria a redução da utilização do plástico. No Reino Unido, inclusive, há uma pressão em taxar a indústria sobre o uso do material. Porque a China não vai mais receber o lixo britânico.

 

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