Saúde

Ministério da Saúde monitorará online os partos cesárea no país

FONTE: MINHA VIDA

Os números de partos cesariana no Brasil são alarmantes: em 2016 55,5% dos partos no país foram feitos por cesárea - sendo que a recomendação da Organização Mundial da Saúde é que este número seja apenas de 15%. Anteriormente o Brasil já chegou a ter 85% dos seus partos feitos dessa maneira.

No entanto, o Ministério da Saúde lançou um novo sistema que pretende reduzir essa disparidade e aproximar o número de partos normais do Brasil da meta estipulada pela OMS.

Foi anunciado esta quinta-feira (08/03) o lançamento de um sistema de monitoramento online para acompanhar a quantidade de partos cesáreas nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Objetivo é que a equipe e gestante discutam o plano de parto para que seja feita a escolha pelo melhor tipo de procedimento que não coloque em risco a vida da mãe e do bebê. Gestores e usuárias do SUS poderão acompanhar o monitoramento pelo site da Secretaria de Vigilância em Saúde, a partir do dia 19 de março.

Programa Parto Cuidadoso

Para fortalecer a realização do parto normal, a pasta irá implantar o projeto Parto Cuidadoso em 634 maternidades do país. Inspirado no projeto Parto Adequado, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que conseguiu em três anos evitar que 10 mil cesarianas fossem realizadas desnecessariamente em 35 hospitais. Entre os hospitais que participaram do piloto estão o Hospital Israelita Albert Einstein e o Sophia Feldman (BH) e Agamenon Magalhães (PE).

Com essa medida, será possível investir na capacitação de enfermeiras obstétricas e obstetrizes para atenção ao parto normal, além de promover ações educativas na Atenção Básica, onde é realizado o pré-natal. Desde 2015 até 2017, O Ministério da Saúde capacitou 2.774 enfermeiras que trabalham em maternidades, hospitais, centros de parto normal em obstetras. Essas profissionais estão aptas a fazer o parto normal de risco habitual. Além disso, 611 serviços passaram a contar com enfermeiras obstetras e obstetrizes.

Por que é tão importante incentivar o parto normal?

De acordo com a ginecologista Bárbara Murayama a retirada do bebê de forma natural traz muito mais vantagens para a mãe e a criança. "O risco de morte materna associada à cesariana, por exemplo, é 3,5 vezes maior que o método natural", explica a especialista.

O parto via vaginal traz melhor recuperação da mulher, além de menos riscos de infecções, hemorragias e lesões de órgãos como bexiga, uretra, artérias e intestinos. São necessários menos medicamentos e o risco de trombose (entupimento das veias) também é menor, já que a paciente pode se movimentar durante todo o trabalho de parto e volta a caminhar mais rápido do que depois de uma cesárea.

A perda de sangue é menor que no parto cesárea, já que não é preciso realizar cortes grandes e profundos. Para ter uma ideia: a cirurgia abdominal da cesariana provoca uma perda em torno de 1,5 litros de sangue, enquanto que o parto normal costuma provocar perda de até meio litro.

O parto cesárea é uma técnica que deve ser usada com mais cautela, em situações específicas de risco para a mamãe e o bebê. "Algumas situações que podem precisar de parto cesárea são: desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça do bebê é maior do que a passagem da mãe), hemorragias no final da gestação, bebê transverso (atravessado), sofrimento fetal, diabetes gestacional, pressão alta e trabalho de parto prolongado", enumera a especialista.

 

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