Saúde

Se tem infância, tem vacinação

FONTE: R7 

Entenda por que a atitude de vacinar nunca sai de moda e deve ser uma tendência forte entre as famílias

Vacinação nunca sai de moda e deve seguir como tendência forte entre as famílias que desejam ver seus filhos crescendo saudáveis e felizes. Ninguém discorda que a infância mudou bastante e a nova geração já nasceu digital. Se muitas brincadeiras ganharam roupagem diferente, existe um personagem que continua fazendo parte da história da criançada: o Zé Gotinha.

Com o dia a dia corrido e uma agenda lotada de compromissos, muitos pais acabam deixando a caderneta de vacinação dos filhos desatualizada. O problema é que a quantidade de pessoas vacinadas no Brasil e no mundo tem caído e isso não acontece só por esquecimento. Mitos sobre possíveis efeitos colaterais e teorias contrárias à vacinação têm contribuído para engrossar essa triste estatística.

No entanto, a realidade comprova que vacinar é o caminho mais seguro para manter distância das doenças. Você sabia que o Brasil não registra casos de poliomielite desde 1990? Em 1994, o país recebeu a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem, juntamente com os demais países das Américas, pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Se você é pai, mãe ou responsável por crianças entre 1 e menores de 5 anos de idade, leve-as até uma unidade de saúde, mesmo aquelas que já tenham sido vacinadas. A Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e Sarampo vai até dia 31 de agosto e terá um sábado (18) do referido mês como Dia D de vacinação.

Saiba tudo sobre a poliomielite

1) A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, causada pelo poliovírus. Cerca de 1% das pessoas infectadas pelo vírus podem desenvolver a forma paralítica da doença e ter sequelas permanentes. Geralmente essa paralisia acontece nos membros inferiores de forma assimétrica, isto é, em apenas um dos membros.

2) A propagação internacional do poliovírus continua a ser uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), conforme declarado pelo Comitê de Emergência sob o Regulamento Sanitário Internacional (2005) (RSI).

3) O vírus pode ser transmitido diretamente de uma pessoa para outra, e essa transmissão se dá por meio da boca e/ou material contaminado com fezes de pessoas contaminadas.

4) Crianças menores que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene correm mais risco.

5) O poliovírus também pode ser disseminado pela água e/ou alimentos contaminados com fezes de pessoas contaminadas.

6) O esquema de vacinação para prevenir a poliomielite se dá pela administração de três doses da vacina, aos 2, 4 e 6 meses de idade, e dois reforços com a Vacina Oral Poliomielite (VOP), aos 15 meses e aos 4 anos de idade.


Proteja-se contra o sarampo

1) A Venezuela enfrenta um surto de sarampo e já registrou 727 casos até o momento. Como há um intenso movimento migratório da população daquele país, isso contribui para a propagação do vírus para outras áreas geográficas, incluindo o Brasil.

2) Em 2018, 280 casos de sarampo foram confirmados em Roraima, e 742 casos no Amazonas, em pessoas de diferentes faixas etárias.

3) O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa.

4) Entre os sintomas do sarampo, vale destacar: febre alta (acima de 38,5°C); erupção e vermelhidão na pele; tosse; coriza; conjuntivite e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecida como sinal de koplik, que surgem de 1 a 2 dias antes do aparecimento das erupções na pele.

5) O sarampo é transmitido de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Também tem sido descrito o contágio por dispersão de aerossóis com partículas virais no ar, em ambientes fechados, como escolas, creches e clínicas.

6) Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença com o objetivo de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais.

7) A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e uma segunda dose da vacina tetra viral aos 15 meses de idade.

8) A vacina tríplice viral também protege contra a rubéola e a caxumba, e a tetra viral, além de proteger contra essas doenças, também protege a criança contra a catapora.

 

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