Mundo animal

Pesquisa revela tráfico de animais selvagens da África para a Ásia

FONTE: ANDA - Por Stefany da Costa - Foto: National Media Group

O fluxo de embarcações de espécies africanas protegidas, incluindo tartarugas e papagaios para a Ásia, aumentaram desde 2006. Enquanto a demanda cresce no Extremo Oriente para animais exóticos, carnes e outros produtos de origem animal, alertou um novo estudo. As importações de animais selvagens como tartarugas, leopardos, tartarugas africanas na Ásia aumentaram quase dez vezes em uma década, segundo o relatório, monitorando a rede Traffic.

Embora grande parte do comércio seja legal, todas as espécies da pesquisa estão protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES). “Até agora, o comércio legal de vida selvagem entre a África e a Ásia tem sido largamente ignorado”, disse Willow Outhwaite, co-autor do estudo Eastward Bound.

Utilizando bases de dados de importação e exportação, o relatório listou mais de 1,3 milhão de animais e plantas vivas, 1,5 milhão de peles e 2.000 toneladas de carne de espécies listadas na (CITES) que foram exportadas da África para o leste e sudeste asiático desde 2006. Animais como cobra píton e tartarugas são populares no comércio asiático de animais domésticos devido à sua natureza dócil e requisitos de espaço reduzido, especialmente em metrópoles muito povoadas, como Hong Kong e Cingapura. O comércio das três espécies de répteis da África para a Ásia passou de 8.488 criaturas em 2006 para 78.295 em 2015, segundo os dados da pesquisa.

A exportação de animais africanos ameaçados de extinção aumentou entre África e Ásia.

Porém, isso pode ter um impacto na África, há informações de declínios populacionais de tartarugas e leopardos devido às ações insustentáveis, segundo o estudo. As exportações comerciais de tartarugas africanas selvagens – a terceira maior tartaruga do mundo – foram banidas desde 2000, conforme a (CITES).

O estudo também notificou que cerca de 100 mil papagaios-cinzentos foram exportados entre os continentes durante esse período, antes disso, pássaro africano foi classificado como espécie ameaçada de extinção em 2016. O comércio também suscita preocupações de crueldade animal na Ásia, conforme apontam os ativistas.

“A falta de leis adequadas de proteção animal e conscientização, especialmente na China, está resultando em abuso animal fora de controle. Se os consumidores tivessem alguma ideia do que estava acontecendo, ficariam indignados”, disse Jason Baker, do grupo de direitos animais dos EUA, People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), em tradução livre “Pessoas para o Tratamento Ético de Animais“.

O relatório também listou um aumento das peles de animais enviadas da África para a Ásia, especialmente para Hong Kong e China continental. Principalmente focas caçadas na Namíbia, os números cresceram de 1.972 em 2007, um pico de 20.651 animais mortos em 2012. A Namíbia emite licenças de caça todos os anos, apesar do protesto dos grupos de direitos animais que fazem estatísticas anuais sobre as mortes de animais para fins comerciais. As autoridades do sul do país afirmam que prática que os grupos direitos animais chamam de caça de focas é realizado para controlar a crescente população que ameaça a pesca.

Entretanto, os ativistas criticam essas razões em defesa dos direitos animais, afirmando que os sequestros destas espécies são realizados para fins comerciais. Os animais são assassinados por causa de suas peles e gordura para serem utilizados em produtos de beleza e produtos hormonais, que os asiáticos acreditam ter propriedades afrodisíacas.. A maioria das peles de animais importadas da África para a Ásia são de crocodilos, especialmente para o Japão e Cingapura considerado “couro de luxo”, como bolsas, cintos, sapatos, carteiras e pastas.

 

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