Direitos humanos

Jorge Amaro de Souza Borges- Um defensor dos direitos da pessoa com deficiência

FONTE: WIKIPÉDIA
 
Nasceu na comunidade quilombola dos Teixeiras, em Mostardas, e é mestre em educação e defensor dos direitos da pessoa com deficiência. Mesmo tendo um infância difícil, conseguiu com persistência e muita resiliência, estudar e concluir a graduação, algo impensável na época. Sua grande referência intelectual foi seu avô materno, Ernesto Chaves de Souza, conhecido como Totóca, o qual lhe inspirou a ser um amante dos livros.
 
Estudou na centenária Escola Técnica de Agricultura (ETA) de Viamão, onde pertenceu ao Rancho Estrela do Sul, fundado no ano de 1954.[1] Recentemente, participou do seu processo de restauração. Os Ranchos da ETA são espaços peculiares, sendo constituídos de pequenos casebres de madeira ou alvenaria, com características rústicas, tendo sido construídos pelos próprios estudantes. Cada um carrega a marca da origem dos seus componentes, sendo ornamentado com elementos da cultura gaúcha. Ao todo, foram criados mais de trinta Ranchos. O mais ilustre membro de um Rancho foi e ex-aluno Leonel de Moura Brizola que participou do São Jerônimo.
 
No ano de 2004, com um conjunto de militantes, ajudou a criar o Grupo Transdisciplinar de Estudos Ambientais Maricá, organização não-governamental socioambientalista viamonense a qual dirigiu por um período. O Maricá, além de ações no âmbito do Rio Grande do Sul, articulou-se com redes de educação ambiental no âmbito brasileiro, dentre elas, a Rede Sul-brasileira de Educação Ambiental (REASul) e Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea)[2], nas quais como elo, atuou na construção de diversos encontros e fóruns de debates.
 
Jorge Amaro foi coordenador geral do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência[3] (Conade), órgão vinculado a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República entre os anos de 2013 e 2015, onde foi responsável a elaboração o livro que contou a trajetória dos 16 anos do colegiado. Além disso, introduziu o processo eleitoral online entre os conselhos municipais e estaduais. Antes disso, já havia sido vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Viamão e também do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coepede). Para ele, os conselhos são espaços representativos importantes da democracia, pois a partir deles, a sociedade pode exercer o controle social das políticas públicas, especialmente através das Conferências[4], uma das conquistas da Constituição Federal de 1988. Na sua concepção, a política da pessoa com deficiência precisa ser pensada sob a ótica de três pilares básicos: transversalidade, intersetorialidade e interinstitucionalidade articulado a ideia de direitos humanos e cidadania.[5]
 
Em junho de 2016, foi um dos fundadores da Associação Gaúcha de Audiodescritores (Agade), a primeira entidade no país desta categoria profissional que busca defender a Audiodescrição como uma política pública. A associação teve participação importante na luta pela garantia de eleições mais acessíveis[6], elaborando cartas e documentos sobre o tema.
 
Jorge Amaro com conselheiros do Conade e de conselhos municipais em frente ao estande do colegiado durante a Reatech 2014 em São Paulo (SP).
 
Escritor, é autor do livro inédito Sustentabilidade & Acessibilidade,[7] publicado pela Editora da Ordem dos Advogados do Brasil. A obra aborda a articulação entre os conceitos a partir de práticas que desenvolveu em diferentes espaços, com destaque ao atendimento de pessoas com deficiência intelectual no Centro Abrigado Zona Norte (Cazon), unidade da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas públicas para Pessoa com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidade no Rio Grande do Sul (Faders), onde desenvolveu oficina de técnicas agrícolas e educação ambiental. Além disso, o livro tem elementos de sua dissertação de mestrado, ocorrida na Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) sob orientação da professora Isabel Carvalho.
 
Tem contribuído com o debate dos direitos humanos e sua aproximação com as questões ambientais através de palestras, cursos e artigos científicos e de opinião.
 
Prêmios :
  • Prêmio de Responsabilidade Ambiental RS, Instituto Borboleta Azul pelos trabalhos no Grupo Maricá (2008).[9]
  • Prêmio Responsabilidade Ambiental RS, Instituto Borboleta Azul pelos trabalho no Grupo Maricá e Projeto Sala Verde da Faders (2009).[10]
  • 20.º Prêmio Expressão de Ecologia, pelo Laboratório de Educação Ambiental Inclusiva e Educação Ambiental, Inclusão e Direitos Humanos desenvolvido na Faders (2012).[11]
  • Prêmio Pioneiras da Ecologia, Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pelos trabalhos no Grupo Maricá (2013).[12]
  • Certificado de reconhecimento aos serviços prestados a comunidade de Porto Alegre, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (2014).
  • Comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, Câmara Municipal de Vereadores de Mostardas – RS (2014).
  • Comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, Câmara Municipal de Vereadores de Parobé – RS (2014).
 
 

 

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