Cidadania

Exercício da cidadania complicado: cadeirantes têm dificuldade para votar

FONTE: SECULO DIARIO 

“Estou me sentido humilhado”, afirmou Marcos Valério Moura, que foi votar em Vila Velha

O acesso às seções eleitorais em vários locais do Espírito Santo não foi fácil para muitas pessoas com deficiência. Cadeirantes, por exemplo, como o Marcos Valério Moura, de 54 anos, que tem sua seção eleitoral na Umef Izaltina Almeida Fernandes, em Jardim Marilândia, Vila Velha. Sua seção eleitoral fica no segundo andar da escola, onde não tem rampa. A dificuldade imposta ao cadeirante o levou afirmar que se sentia humilhado. E desistiu de votar.

Em outros locais, como na Emef Feu Rosa, na Serra, a falta de acessibilidade também complicou a votação. Como para uma cadeirante teve que receber a ajuda da família para transpor a barreira que a falta de rampa criava e entrar no local de votação.

Na Emef Escola Oliveira Castro, em Itaquari, a quase totalidade das urnas fica no segundo andar. E o acesso é só por escadas. É o que ocorre na maioria das escolas do Estado, usadas no período eleitoral.

Durante as eleições, outras pessoas com necessidades especiais, como os ligados à visão, também encontram dificuldades ao votar. É que, na prática, precisam de equipamentos sonoros especiais inexistentes, o que dificulta ou impede o direito/dever de votar.

Discussão

A presidente da Associação de Defesa de Pessoas com Deficiência (Apasod), Lourdilene Mozer, cita que a dificuldade de acesso às seções eleitorais é de conhecimento da associação. E que se torna evidente a períodos regulares, como agora, quando disse ter visto a citação de três casos pela mídia.

O tema será discutido pela Apasod para encaminhar sugestões às autoridades para serem aplicadas nas próximas eleições.

 

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