Pessoas com deficiência

Apesar de lei, nível de emprego de deficientes ainda é baixo em Mogi

FONTE: G1 

Possibilidade de emprego é ainda mais difícil aos cadeirantes, deficientes intelectuais e visual, segundo ONG de Mogi.

Apesar de no Brasil existir uma lei que obriga as empresas a contratarem pessoas com deficiência, a presença delas no mercado de trabalho ainda é pequena. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografica e Estatística (IBGE), há 31 milhões de deficientes em idade produtiva, mas apenas 418 mil estão empregados. Uma ONG de Mogi das Cruzes que faz um trabalho de apoio aos deficientes conseguiu empregar apenas 800 em 18 anos.

A presidente do Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef), Rita de Cássia Ferreira, conta que cadeirantes e deficientes intelectuais com mais comprometimento e os visuais não conseguem acessar o mercado de trabalho. “As empresas acham que adaptar um ambiente para o deficiente é um custo muito alto, que não compensa”, destaca Rita.

A sala em que a auxiliar administrativa Marcia Rodrigues da Silva trabalha foi adaptada para permitir que ela tenha total independência. Há cinco anos ela foi contratada para trabalhar no setor de qualidade pelo sistema de cotas de inclusão, mas precisou se preparar para isso. “Eu estava fazendo o tecnólogo de recursos humanos, que puxa um pouco da parte administrativa”, destacou.

Com Luciana Zambardini, o processo seletivo também foi rigoroso. Ela é surda de um ouvido e tem apenas 12% da audição do outro, mas isso nunca foi um obstáculo. Luciana fez faculdade e conquistou uma vaga no mercado de trabalho.

“Eu fiz toda uma adaptação de leitura labial, então os meus amigos de trabalho tiveram de acostumar, que tudo que for falar pra Lu tem que olhar para ela. As pessoas colaboram totalmente”, destaca Luciana.

A empresa em que ela trabalha, em Mogi das Cruzes, produz vários tipos de produtos de higiene que são vendidos em todo o mundo. Dos 540 funcionários, 28 estão dentro do sistema da cotas.

“Tem uma consultoria que trabalha com a gente, fazendo esta busca no mercado de pessoas que podem nos atender. A partir daí tem todo o processo seletivo como qualquer outro funcionário”, destacou o gerente da unidade, Cláudio Heleno Rodrigues.

A lei de cotas para deficientes nas empresas foi criada há 27 anos, mas na prática não consegue preencher todas as vagas. “Em uma empresa de call center, por exemplo, uma pessoa com deficiência auditiva não consegue se encaixar, ou às vezes um deficiente visual. Então para cada empresa a gente busca um profissional adequado”, explica a diretora do Emprega Mogi, Gláucia Coutinho.

 

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