Fonte: Agência Pará 
Por: Rodrigo Souza (SEASTER) - Foto: Divulgação

O Governo do Pará e uma rede de parceiros asseguram ações diárias de saúde, lazer e de promoção da cidadania para pessoas em situação de rua, acolhidas no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, e na Arena Multiuso Guilherme Paraense, o Mangueirinho.

O trabalho da equipe multidisciplinar garantido pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), tem feito a diferença na vida de centenas de homens e mulheres há quase quatro meses.

O acolhimento de pessoas que viviam na via pública foi uma das primeiras estratégias adotadas pelo governo estadual para conter a disseminação do novo coronavírus na capital paraense. A medida abrigou cerca de 700 pessoas nos primeiros meses, e atualmente, cerca de 200 pessoas estão acolhidas no Mangueirão e Magueirinho.

Os dois espaços oferecem cinco refeições por dia, além da entrega de kits de higiene pessoal, máscaras de proteção e dispõem de pias para a lavagem constante das mãos. As equipes que assistem os acolhidos atuam dentro dos protocolos recomendados pelos órgãos de saúde, com máscaras e álcool em gel para garantir a segurança de todos.

ATIVIDADES DE ESPORTES E LAZER
Durante a semana, os acolhidos participam de várias atividades esportivas e socioeducativas, a exemplo de sessões de circuitos e de alongamento. Também, há jogos de tabuleiro, peteca, futebol, frescobol e basquete e atividades artísticas, como pintura e reciclagem.

A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) já ofereceu inclusive curso de jardinagem com técnicas e cuidados para jardins e gramados. A saúde e o bem-estar dos acolhidos é o foco principal das equipes de trabalho.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) mantém dois ambulatórios: um no Mangueirão e outro no Mangueirinho. Assim, todos podem realizar testes rápidos, curativos e consultas e, dependendo da situação, há o encaminhamento para unidades de pronto atendimento.Foto: Divulgação
Seaster presta apoio psicológico coletivo e individual

A Seaster disponibiliza uma equipe de psicólogas, que promovem orientações individuais e coletivas para auxiliar na superação de traumas.

Por todo esse período de pandemia, os assistidos também têm a oportunidade de ter acesso a serviços de assistência jurídica e de cidadania com a emissão de certidões de nascimento e carteiras de identidade por meio da Defensoria Pública do Estado e da Polícia Civil do Pará.

Com os documentos em mãos, a equipe socioassistencial da Seaster pode realizar o cadastro de homens e mulheres no Auxílio Emergencial, do governo federal. O que possibilita que muitos acolhidos deixem os espaços porque conseguem alugar kitnets e retomar o vínculo familiar.

O Governo do Pará, por meio da Seaster, vem trabalhando uma proposição para dar continuidade a este atendimento emergencial. Até o final deste mês de julho, os acolhidos devem ser remanejados para um novo espaço devido à necessidade de saída do Estádio Olímpico, já que o mesmo retomará suas atividades e passará por reformas.

Segundo o secretário da Seaster, Inocencio Gasparim, o principal objetivo é manter a integridade e as condições de saúde das pessoas que decidiram permanecer nos espaços. “Nós queremos assegurar que essas pessoas mantenham seus quadros de saúde estáveis, já que até o dado momento não recebemos nenhum caso de contágio pelo vírus entre os acolhidos’’.

“A partir da saída estaremos fortalecendo ações de capacitação e empregabilidade, nos baseando em pesquisas de perfil realizadas pela Seaster. Estaremos encaminhando para o mercado de trabalho e oferecendo suporte aos que nos acompanharam até aqui”, destacou o secretário Inocencio Gasparim.