Fonte: CNN Brasil - Por: Scottie Andrew - Imagem: Pixabay

Associação de moradores em cidade de Wisconsin, nos EUA, proibiu a exibição de qualquer bandeira nas casas para evitar confrontos políticos e sociais Memo Fachino e seu marido, Lance Mier, hastearam a bandeira do Orgulho LGBTQIA+ em frente a casa deles em Wisconsin, nos Estados Unidos, por cinco anos. É um símbolo de inclusão, disse Fachino, e um sinal para o resto da vizinhança de que todos são bem-vindos ali.

Então, quando a associação de moradores da vizinhança promulgou uma nova política no mês passado, que proibia os residentes de hastear qualquer símbolo que não fosse a bandeira americana, Fachino encontrou uma alternativa - e transformou sua casa na bandeira do Orgulho.

Em 31 de maio, Fachino e Mier instalaram seis holofotes - um para cada cor da bandeira padrão do Orgulho - e os apontaram para a frente de sua casa de tijolos. A casa fica iluminada como um arco-íris durante toda a noite.

“A representação simples e a diversidade são importantes para nós”, disse Fachino à CNN. "Gostaríamos de ver isso em um bairro se estivéssemos procurando uma casa para comprar ou estivéssemos dirigindo por aí."

A iluminação não viola as regras
Fachino, que faz parte da diretoria de seu bairro em Racine, cidade de Wisconsin, disse à CNN que não acredita que houve qualquer "má intenção" da empresa de gestão que dirige o grupo, e que pediu a Fachino para remover a bandeira física do Orgulho.

Na plataforma Reddit, onde a foto da casa foi divulgada inicialmente, Fachino escreveu que o grupo provavelmente promulgou a regra por causa de vizinhos exibindo bandeiras que expressavam opiniões políticas, incluindo bandeiras que faziam referência ao movimento Black Lives Matter (Vidas negras importam) ou a "Thin Blue Line", um símbolo de apoio à polícia.

A CNN entrou em contato com a empresa que administra a região para comentar sobre sua política de hastagem de bandeiras, mas ainda está esperando uma resposta.

Entretanto, as diretrizes da empresa permitem "iluminação removível" na frente de residências de famílias. Ele já havia instalado luzes removíveis para exibições elaboradas de feriados, então ele sabia que seu aceno para o Orgulho não quebraria nenhuma regra.

A bandeira inspira a comunidade, diz Fachino
Era importante para Fachino manter a bandeira do Orgulho de sua casa erguida de alguma forma - alguns anos atrás, disse ele, um vizinho que lutava contra sua identidade de gênero escreveu ao casal e agradeceu por exibir a bandeira.

Quando eles entraram em conosco contato, não estava se sentindo aceito em sua família, mas tinha esperança em saber que a aceitação estava lá fora, na comunidade", disse Fachino à CNN.

A atenção nacional foi inesperada, disse ele, e afirmou que apagará as luzes permanentemente no final de junho (e no final do mês do Orgulho LGBTQI+).

“Vivemos no final de uma rua sem saída, então não é como se as pessoas passassem direto por nossa casa ou algo assim”, disse ele.

Mas, por enquanto, a casa de Fachino e Mier é um farol de arco-íris no final da rua, que Fachino espera servir como um lembrete para permanecer inclusivo e receptivo.