Fonte: Portal do Governo do Maranhão

Durante o isolamento social, estudantes com necessidades especiais também tiveram que se reinventar para ter acesso à aprendizagem.

Entre os bons exemplos, um é protagonizado por Marcos Vinícius de Jesus Bringel, que possui deficiência visual e utiliza aplicativo de mensagens como instrumento de auxílio para a apreensão do conhecimento. Marcos é estudante do Centro de Ensino José de Matos de Oliveira, localizado no município de Olho d’Água das Cunhãs.

Marcos Vinícius ainda encontra dificuldades para a realização das tarefas, mas a sua dedicação, com o apoio dos pais e da professora, mostra que o aluno terá um futuro promissor. O estudante revela que, em breve, estará em busca de novas conquistas.

“Meu dia a dia não é fácil, devido as minhas limitações, mas faço o uso do Braille e da tecnologia para me auxiliar nos estudos. Eu sonho em cursar uma faculdade e agradeço todos meus professores, diretores e, em especial, minha professora Maria Sarmento pelo apoio recebido” ressaltou o estudante.

No processo do ensino e da aprendizagem, via tecnologia educacional, Marcos Vinícius conta com o apoio de sua mãe, Raimunda Cristina de Jesus, e da professora de Braille, Maria Sarmento, que atua na sala de recursos multifuncionais, do Centro de Ensino Maria Casimiro Soares, da cidade de Bacabal.

O cenário de isolamento social leva à necessidade de uma prática educativa individual, ainda que seja à distância. A tecnologia é a ferramenta que facilita esse processo. A mãe do estudante, Raimunda Cristina, falou desse momento vivido pelo filho.

“É preciso que toda a comunidade escolar apóie e incentive pais, professores, diretores e coordenadores. Ressalto a importância de meu filho fazer uso da ferramenta como acesso ao Braille, mesmo com suas limitações, utilizando diariamente o código para conquistar sua independência como ser humano e aluno”, expressou.

No período de pandemia, Marcos Vínicius ficou sem o atendimento nas salas de recursos multifuncionais, onde as atividades eram realizadas no contraturno das aulas normais. A alternativa encontrada pela professora Maria Sarmento foi a utilização de um aplicativo de mensagens para enviar tarefas referentes à escrita Braille ao estudante.

Sarmento utilizou algumas estratégias importantes, que deram ao aluno a possibilidade de se familiarizar, ainda mais, com o código Braille e acrescentou que o diferencial no processo da aprendizagem está na utilização de instrumentos ligados diretamente à vida de cada estudante.

“Utilizo-me da aprendizagem significativa, ou seja, da vida real. Peço apoio à mãe para dizer nomes de produtos que o aluno utiliza no seu cotidiano, como produtos de alimentação, vestuários, equipamentos eletrônicos, entre outros. Dessa forma o aluno faz, na sua reglete (instrumento usado para a escrita Braille) com a punção o nome de todos esses produtos e com ajuda da mãe fixa nos lugares adequados. É esta uma das estratégias educacionais que utilizo para que o aluno assimile melhor a grafia Braille”, destacou.

Além do suporte essencial para a realização das tarefas, a professora Maria Sarmento leva aos pais a necessidade de o aluno Marcos Vinicius tentar produzir pequenos textos, para que se adapte com mais rapidez ao código Braille, visando à sua autonomia.