Fonte: Terra 
Por: José Maria Tomazela
Imagem: Prefeitura de Salto/Divulgação

Barracas de acampamento estão sendo usadas para abrigar moradores de rua, durante a pandemia do coronavírus, em Salto, no interior de São Paulo.

A prefeitura recorreu a uma solução provisória para que as pessoas vulneráveis, que se recusam a ir para instituições de acolhimento, encontrem abrigo durante o inverno e fiquem mais protegidas contra o vírus do que nas ruas. Até a tarde desta terça-feira (16), trinta barracas estavam ocupadas. A cidade já registrou 97 casos e duas mortes pela covid-19.

As pessoas em situação de rua na cidade de 104.688 habitantes são cadastradas no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que funciona até as 18 horas. Após esse horário, elas vão para as barracas, que são de uso individual e com distanciamento para evitar o risco de contaminação. A estrutura, em área integrada ao centro de referência, dispõe de banheiros e pias para higiene pessoal. Cada morador recebe um kit com materiais de higiene e roupas de cama, além de alimentação. No dia seguinte, é servido o café da manhã e o espaço permanece fechado durante o dia, quando as barracas são higienizadas.

O prefeito Geraldo Garcia (PP) conta que o acampamento não é uma iniciativa isolada. "Essas pessoas já são acompanhadas pelo nosso serviço social, mas no centro de acolhimento elas têm a oportunidade de se higienizar, se alimentar e dormir com o mínimo de conforto, dignidade e segurança. A iniciativa se junta a outras voltadas às pessoas em situação de rua e que são importantes durante o período frio", disse. Entre os serviços, está a abordagem regular de moradores de rua para encaminhamento ao centro de assistência social.