Fonte: Agência Pará - Imagem: Divulgação

Consultas, exames e vacinação foram oferecidos aos moradores da aldeia, no município de Tucumã


A presença de uma cobra venenosa nas águas do Rio Fresco, no município de Tucumã, no Sudeste do Pará, passou a ameaçar indígenas Kayapó, da aldeia Pykatum. A história é contada pelas lideranças, e foi um dos motivos para que eles mudassem o local da aldeia há cerca de dois anos. Nesta quinta-feira (16), a nova aldeia, ainda banhada pelo Rio Fresco, mas em área mais segura, recebeu a equipe da expedição “Saúde por todo o Pará: territórios indígenas” - projeto do governo do Estado que amplia as estratégias para garantia de acolhimento dessa população, a partir da oferta de ações assistenciais básicas de saúde nos quatro Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) existentes no Pará.

Desde a mudança da aldeia, essa foi a primeira vez que o povo liderado pelo cacique Ropni Kayapó recebeu uma ampla equipe de saúde, para realização de exames laboratoriais e consultas com equipe multiprofissional. Depois de ser avaliado, ele falou sobre a esperança de ver a comunidade saudável. “Temos muitas crianças, e esse atendimento vai fazer com que elas cresçam melhor. Também temos muitos idosos e jovens, por isso fiquei contente, porque sei que, com saúde, todos poderão ter um futuro melhor aqui”, ressaltou o cacique.

Entre consultas médicas, avaliações com nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, exames de sangue e laboratoriais, e testes rápidos para detecção de sífilis, Covid-19, hepatites B e C, malária e HIV, foram realizados 204 atendimentos para os Kayapó, em Tucumã.

Vacinação - A médica Renata Fernandes é uma das profissionais participantes desta etapa da expedição por territórios indígenas, feita pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Ela destacou a importância da ação para esse público e seus possíveis resultados. “Devido a vários fatores, o acesso a serviços básicos de saúde, e até informações sobre o assunto, são mais difíceis em locais como esse. Hoje conseguimos atender a um bom número de crianças que precisam de acompanhamento e orientação. Com isso, podemos erradicar doenças facilmente controladas com vacinação, influenciando diretamente no futuro delas e da aldeia”, frisou a médica.

Além da Sespa, as ações nos territórios indígenas do Pará contam com a participação do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da equipe do Dsei Kaiapó - Polo Tucumã.

Calendário - A programação prossegue até o dia 19 (domingo), com ação na Casa de Saúde Indígena (Casai) de Tucumã. A expedição também visitará as aldeias Kenopyre (dia 17) e Kranhkro (dia 18).

Nos meses de outubro e novembro, o “Saúde por todo o Pará” chegará a outros três Dseis do Pará: Altamira, na região Oeste, de 13 a 23 de outubro, contemplando a etnia Xikrin do Bacajá; Guamá Tocantins, no Nordeste, no período de 8 a 13 de novembro, atendendo a etnia Parakanã, e Tapajós, também no Oeste do Pará, de 17 a 25 de novembro, para atendimento de indígenas da etnia Munduruku.