Fonte : Hermes Pardin

A conscientização sobre a importância da vacina é um assunto bastante discutido atualmente. Elas atuam na defesa do organismo contra agentes infecciosos e bacterianos.

Doenças como o Sarampo, Meningite, Coqueluche, Hepatite, entre outras, hoje, estão controladas graças ao elevado índice de imunização.

O melhor é saber que o Brasil está entre os países que possuem um serviço de vacinação eficiente.

Você já deve ter se perguntado o por quê das vacinas serem tão importantes para a nossa saúde…

Nesse artigo separamos as principais informações sobre a importância da vacina e dividimos nos seguintes tópicos:

Qual a importância da vacina?
As vacinas são essenciais para blindar o organismo contra doenças que ameaçam a saúde, em todas as idades.

Doenças altamente contagiosas e bastante comuns no passado – como a Difteria, o Tétano, a Paralisia Infantil, o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola – praticamente já não existem mais no Brasil.

Isso se justifica graças ao alto índice de vacinação no país, são mais de 90% das crianças já vacinadas.

Mas, atualmente estes índices estão caindo em virtude dos movimentos anti vacinas.

Esses movimentos têm ganhado força devido à autonomia adquirida pela população para a prática não científica da medicina, baseada em fatos não comprovados, via redes sociais ou sites leigos.

Os movimentos anti vacinas vêm ocasionando a desconstrução progressiva da autoridade médica e têm contribuindo bastante para os extremos de negação das evidências científicas.

Dra. Marilene Lucinda, médica responsável pelo serviço de vacinas do Grupo Hermes Pardini ressalta que:

“Nos últimos anos, temos registrado surtos de algumas doenças consideradas já controladas, como o Sarampo, a Caxumba, a Coqueluche, entre outras, e o surgimento de novas enfermidades. Por isso, é muito importante que os adultos também estejam imunizados e mantenham o cartão da vacinação completo”.

A vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenção, principalmente contra as doenças infectocontagiosas.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças Infecciosas (CDC) defende a importância de um planejamento relacionado à vacinação da família.

Afinal, as vacinas são instrumentos de proteção tanto individual quanto coletiva.

A atualização do cartão vacinal é uma das estratégias mais custo-efetivas para a prevenção de doenças infectocontagiosas.

“É um custo benefício imensurável, pois a prevenção contra as doenças ainda é a melhor opção, uma vez que o tratamento, em muitas situações, é penoso e muito caro, mais até do que a prevenção”, diz a médica do Hermes Pardini.

A recomendação é para caso o adulto não tenha o cartão de vacina e/ou não saiba quais já recebeu, após a avaliação de um especialista, seja imunizado.

Quais são os tipos de vacinas?
As vacinas são compostas por microrganismos inativados ou atenuados e por substâncias que são introduzidas no nosso organismo para estimular a reação do sistema imunológico assim que entrar em contato com um agente causador de doenças.

Existem dois tipos principais de vacinas:

Vacinas do tipo atenuada
São vacinas que apresentam em sua composição organismos vivos causadores de enfermidades que passam por mutação no laboratório para que fiquem fracos.

Desse modo, esses organismos vivos conseguem manter as suas características, mas são incapazes de provocar a doença em pessoas saudáveis.

Geralmente, esse tipo de vacina não precisa ser administrada em muitas doses por ter um resultado duradouro.

Exemplos dessa vacina são as que combatem o Sarampo, Caxumba, Rubéola e Febre Amarela.

Vacinas do tipo inativadas
São vacinas que apresentam em sua composição partes de organismos que não estão mais vivos, como por exemplo, proteínas que são capazes de induzir a produção de anticorpos sem causar doenças.

Em alguns casos específicos, podem exigir várias doses desse tipo de vacina.

As principais vacinas do tipo inativas são: contra Hepatite A e B, Raiva, Meningite, Cólera e Febre Tifóide.

Quais as principais vacinas para adultos?
As vacinas recomendadas na fase adulta, para a faixa etária de 20 a 50 anos, são:

Tríplice bacteriana (dTpa): que protege contra: difteria, tétano e coqueluche, e uma dose deve ser administrada a cada dez anos;
Febre Amarela: para as zonas endêmicas e duas doses devem ser aplicadas ao longo da vida;
Hepatite A: aplicada em duas doses;
Varicela: se não houver histórico anterior para a doença, duas doses devem ser aplicadas;
Tríplice Viral: protege contra o Sarampo, Caxumba e a Rubéola e deve ser administrada em duas doses.
A vacina Herpes Zoster, protege contra o Herpes Zoster. Uma dose de cada deve ser aplicada após os 50 anos de idade.

Para os adultos com idade maior a 60 anos deve ser administrada anualmente uma dose da vacina contra a Gripe (Influenza), estando ele vacinado ou não.

Recomenda-se em dose única a vacina Meningocócica Conjugada ACWY, que previne contra a Meningite.

Médicos alertam: adultos que desconhecem a situação do seu cartão de vacinação devem ser vacinados seguindo as recomendações das indicações por idade.

Quais são as vacinas obrigatórias para crianças?
As vacinas obrigatórias que devem ser aplicadas nas crianças logo após o nascimento, são ao todo nove tipos, aplicadas em doses e reforços que variam de acordo com a idade.

Para esses casos onde muitas vacinas serão tomadas é necessário o esquema de vacinação, que deverá ser acompanhado pelos profissionais da saúde.

A vacinação é essencial durante os primeiros anos de vida. Para proteger a criança de doenças e assim garantir um crescimento saudável.

Após o nascimento as vacinas recomendadas são a BCG, contra a Tuberculose que deve ser aplicada em uma única dose antes da criança completar um mês de vida; e a vacina contra Hepatite B, aplicada em 3 doses, uma ao nascer, outra com 1 mês e a última com 6 meses de idade.

Ao completar 2 meses de idade, as vacinas a serem aplicadas são:

Vacina oral de rotavírus humano (VORH): aplicada em duas doses, uma aos 2 meses de idade e a outra aos 4 meses. A vacina combate a diarreia provocada por um micro-organismo, o rotavírus.
Tetravalente (DPT+Hib): aplicada em três doses, uma aos 2 meses, outra com 4 meses e a última com 6 meses de idade.
O reforço da vacina é aplicado duas vezes, uma quando ela completar 1 ano e 3 meses e a outra com 4 anos de idade.

Ela combate doenças como Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e alguns tipos de Gripe.

Vacina oral poliomielite (VOP): deve ser aplicada em três doses, uma com 2 meses, outra com 4 meses e a última com 6 meses de idade.
Um reforço da vacina deve ser aplicado quando a criança completar 1 ano e 3 meses de idade.

Ela combate a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

Vacina pneumocócica 10 (conjugada): são aplicadas três doses da vacina. Uma quando ela completa 2 meses, outra com 4 meses e a última com 6 meses de idade.
Com um ano de idade, a criança deverá receber o reforço da vacina. Ela protege contra a Pneumonia, Meningite, Otite e algumas outras doenças.

3 meses de idade
Ao completar essa idade deve ser aplicada a vacina meningocócica C (conjugada), contra Meningite. Quando a criança completar 5 meses, deve ser administrada a segunda dose e o reforço quando estiver com 1 ano e 3 meses.

9 meses de idade
Com essa idade deve ser aplicada a primeira dose da vacina que previne a Febre Amarela, a segunda dose quando ela completar 10 anos de idade, repetindo a aplicação da vacina a cada dez anos.

1 ano de idade
Deve ser aplicada a primeira dose da tríplice viral (SCR) e a segunda dose aos 4 anos de idade. A vacina previne o Sarampo, Caxumba e a Rubéola.

Nos dias atuais, somente as vacinas que combatem poliomielite (paralisia infantil) e rotavírus (infecção que causa diarreia) são tomadas por meio de gotinhas.

Onde eu devo me vacinar?
As vacinas disponíveis no Brasil são legalizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Muitas são oferecidas gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS); outras estão disponíveis apenas nas clínicas privadas de vacinação.