Fonte: Governo do Estado de São Paulo
Por: Assessoria de Comunicação do IFSC/Rui Sintra

Aparelho desenvolvido pelo Grupo de Óptica do IFSC descontamina pisos, evitando a propagação de vírus pelos calçados

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) cedeu à Santa Casa da Misericórdia do município do interior do Estado dois Rodos UV-C para a descontaminação dos pisos do hospital, equipamentos desenvolvidos no próprio Instituto e que têm a particularidade de descontaminar grandes superfícies, principalmente durante a pandemia da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O aparelho criado pelo Grupo de Óptica do IFSC emite radiação ultravioleta (UV) para a descontaminação dos pisos, evitando a propagação do vírus através dos sapatos. Vírus podem persistir durante muitas horas em diversas superfícies, como metais, vidros, plásticos, porcelanas e madeiras.

Eletromagnetismo
A radiação ultravioleta é a fração do espectro eletromagnético que abrange os comprimentos de onda abaixo da luz visível. Essa fração é subdividida em três tipos: UV-A, com comprimentos de onda variando de 320 a 400 nanômetros (nm); UV-B, com comprimentos de onda variando de 280 a 320 nm; e UV-C, com comprimentos de onda variando de 200 a 280 nm.

Cada tipo de radiação UV é responsável por causar algum dano biológico. A UV-A provoca alterações na pele, causando o envelhecimento; a UV-B, além de atuar no envelhecimento da pele, é a principal responsável por causar mutações genéticas que levam ao desenvolvimento de câncer de pele. A UV-C é considerada a mais insalubre, ou seja, a faixa germicida.

Para total eficácia, os rodos devem ser utilizados durante um minuto em cada metro quadrado da superfície a ser descontaminada. A luz UV-C destrói a capa proteica e o material genético de qualquer vírus, aniquilando-o.

Essa fonte de luz UV-C também está sendo testada com êxito para, em conjunto com outros fatores, descontaminar por completo órgãos humanos para transplante, em um trabalho de pesquisa realizado conjuntamente pelo IFSC e pela Universidade de Toronto, do Canadá, já descrito em artigo científico publicado na revista Nature Communications.